Loading

5 dicas do TED que farão bombar suas lives!

5 dicas do TED que farão bombar suas lives!
Lera Boroditsky speaks at TEDWomen 2017 — Bridges, November 1-3, 2017, Orpheum Theatre, New Orleans, Louisiana. Photo: Stacie McChesney / TED

Para quem é fã e conhece os bastidores das apresentações TED, sabe que aqueles 18 minutinhos de exposição, onde o palestrante encanta o público através de sua apresentação, é somente o que chamamos de ponta do iceberg.

Isso porque na década de 80, quando foi criado o evento TED (traduzindo a sigla: tecnologia, entretenimento e design) ele surgiu com a missão de compartilhar conhecimento, despertar empatia, gerar empolgação e promover sonhos. Isto porque da maneira certa, uma apresentação é capaz de eletrizar um auditório e transformar a visão de mundo da plateia.

E tudo lá foi e continua sendo muito bem pensado… os caras são peritos em detalhes, que vai da iluminação ao tempo das apresentações, da seleção dos palestrantes à recepção do público, dos (poucos) slides de powerpoint aos ensaios muitas vezes exaustivos com os apresentadores.

Enfim, o desafio deles é grande! Como entregar conteúdo novo, relevante e atraente no mundo todo, para um público cada vez mais seletivo e com pouco tempo em suas agendas?

O TED consegue porque foca toda a sua energia e competência oferecendo uma experiência para o público padrão Disney de qualidade! As pessoas saem das apresentações encantadas, motivadas e inspiradas…

E aí vem a primeira pergunta: O que podemos aprender com o TED visando turbinar as nossas lives?

Muito! Pra mim que trabalho com transmissão de eventos ao vivo há mais de 10 anos, vejo que as empresas basicamente pensam em transmitir ao vivo quando precisam fazer uma reunião geral, porém como seu espaço físico não comporta a presença de todos os colaboradores – ou ainda quando a empresa está espalhada geograficamente em outras cidades, estados e países é que surge a necessidade de transmitir ao vivo, ou seja, utilizamos uma ferramenta mega relevante para o marketing da empresa apenas como uma espécie de extensão do evento presencial.

O bacana é que em 2018 algumas marcas começaram a criar algumas iniciativas para mudar esse panorama, e com isso começaram a inovar neste sentido.

E a filosofia aqui na empresa é: Já que o cliente precisa propagar este conteúdo quase que de forma emergencial (se é ao vivo é urgente!), porque não tornar atrativo a experiência?

Pois é, pensando nisso é que fomos construindo a quatro mãos diversas estratégias para enriquecer as lives dos nossos clientes.

Portanto, baseado em nosso know-how de já ter transmitido mais de 8000 lives e estudando grandes players de conteúdo online – incluindo o TED, que além de lotar os seus eventos presenciais, consegue mais de um bilhão de visualizações por ano, é que criamos uma metodologia para que as lives dos nossos clientes fiquem cada vez mais interessantes, tanto para os oradores quanto para a plateia/audiência.

Conheça agora 5 dicas que irão te auxiliar na construção de uma live 2.0:

 

  • Preparando o público

Um dos grandes sucessos ou insucessos de uma live é justamente a quantidade e qualidade do público que acessará o conteúdo pela internet. Pensemos em lives dentro do segmento corporativo, onde o conteúdo transmitido normalmente tem como objetivo entregar a palavra do presidente, uma reunião corporativa, a apresentação de resultados, treinamentos comerciais, lançamento de produto, premiações, compliance (que normalmente é a mais difícil de ter quórum por motivos lógicos), e etc.

E a principal ferramenta utilizada nos dias de hoje para comunicar os colaboradores segue sendo o e-mail, porém como sabemos o mesmo não é muito eficaz por N motivos e talvez o principal seja porque seu e-mail que informa que a live “já vai começar” estará disputando atenção com outros tantos e-mails que o seu colaborador receberá.

Mas a boa notícia é que existem algumas ferramentas complementares ao e-mail que fazem toda diferença quando a comunicação tem caráter urgente, e uma delas é o push notification. Sabe aquela mensagem de alerta que o seu celular recebe através de um aplicativo? (ex.: Whatsapp), pois é, ela é muito eficaz por ser recebida de forma instantânea e objetiva e ainda na principal mídia, o celular. O mobile do seu colaborador vibrará e informará que a live do presida@ será iniciada em instantes.

A dica aqui é: O que normalmente nós fazemos para nossos clientes é disparar o push com 15 minutos de antecedência da realização do evento, justamente para recebe-los e já ir preparando a audiência (essa estratégia chama-se warm up e sobre isso, vou falar num outro artigo).

  • Tempo de exposição do seu conteúdo

Certamente um dos principais elementos que fizeram do TED um sucesso tanto nos eventos presenciais quanto na internet é o tempo das apresentações de cada palestrante ser relativamente enxuto (até dezoito minutos). Repare que esse tempo é o suficiente para apresentar ideias relevantes e muitas vezes até inspiradoras.
Agora, imagine propor ao seu presidente ou diretor que o próximo encontro dele com os colaboradores pela internet terá “somente” 18 minutos de duração e que ele precisará se virar nos 30 para transmitir todo o conteúdo.

Parece loucura né?

Mas saiba que você terá pelo menos um belíssimo argumento para conduzir essa ideia junto ao board da empresa. Que tal se inspirar no formato Ted Talk?

Depois de muito testar os organizadores do TED viram que dezoito minutos é um tempo curto o suficiente para manter a atenção das pessoas, inclusive na internet, sem que seu interesse desvie para outras coisas. Mas também é longo o bastante para que se possa dizer algo de fato relevante. Além disso, segundo os criadores das TEDx, “uma conversa mais curta não é necessariamente uma conversa menor”. Portanto, você pode sim fazer um discurso inesquecível em poucos minutos, e é justamente essa a ideia, ainda mais em tempos onde cada segundo é tão valorizado no mercado corporativo.

  • Engajar o público e inspira-lo

Sabia que uma das principais analises que os motores de busca do Google (o tal algoritmo) fazem para verificar se um conteúdo é relevante ou não é o engajamento. Portanto, quanto maior for a interação da sua audiência com o seu conteúdo, melhor será o seu posicionamento dentro das plataformas Google.

E aí vem a pergunta de um milhão de dólares: Como promover engajamento para um evento corporativo? E no que todo esse engajamento poderá ajudar numa live para meus colaboradores?
Para responder a esta pergunta sugiro entendermos um pouco melhor o funcionamento do nosso cérebro.

Sabemos desde cedo que a imaginação gera emoções, e as emoções se conduzidas da forma correta podem auxiliar na promoção de um sonho em comum. E este sonho, quando transmitido com paixão e muita verdade, poderá mover todos os seus colaboradores para seguirem para a mesma direção.

Uma vez acompanhei uma entrevista com o Chris Anderson – presidente do TED, onde ele dizia: “que uma apresentação é uma viagem, onde o palestrante e a plateia fazem juntos… E que o sucesso do TED se deve muito as motivações propagadas a fim de inspirar as pessoas”.

Durante essa entrevista ele compartilhou diversas dicas, mas certamente a que me chamou mais a atenção foi quando ele disse já concluindo a conversa: “Sonhe com algo muito maior que você. Trabalhe esse sonho o tempo necessário para realizar algo que valha a pena. Depois, divida com humildade aquilo que aprendeu”.

Portanto, se a sua ideia é que as suas apresentações realmente possam conduzir os seus colaboradores a saírem do ponto A para irem ao ponto B, dialogue com eles e faça que esse conteúdo reverbere a fim de torna-los propagadores destas ideias.

  • Será que você precisa apresentar um powerpoint?

Acompanhando diversas apresentações diariamente vejo que muitos executivos ainda lotam seus slides com gráficos, imagens, vídeos e muitas vezes com excesso de informação.

Porém vale ressaltar que estamos na era onde o menos é mais!

Para se ter uma ideia, um terço das apresentações feitas no TED não contam com um slide sequer. E para concluir os argumentos negativos a respeito dos slides, saiba que eles desviam atenção da plateia para a tela, que deveria estar focada no palestrante.

Agora, também é verdade que um bom slide ajuda a vender a sua ideia.
Então quando utiliza-lo?

Lembre-se que o objetivo de apresentar um elemento visual é ser algo complementar ao uso das frases do apresentador, ou que é difícil de imaginar ou ainda, de transpor em palavras.

No livro do TED Talks tem uma passagem onde Tom Rielly, um dos organizadores do evento, trás uma boa reflexão sobre como o nosso cérebro interpreta todas estas informações:

Se alguém fala e exibe slides, formam-se duas correntes cognitivas que fluem em paralelo. O cérebro da audiência precisa decidir se vai se concentrar nas palavras do orador, nos slides ou nas duas coisas, e em geral a decisão é involuntária. Por isso, o orador tem de determinar para onde vai a atenção.

Se a sua próxima live realmente precisar de algo visual, pense em como o slide poderá despertar a curiosidade da sua plateia e tornar as suas frases ainda mais interessantes, e não menos.

  • Seleção e ensaio do apresentador

Subir num palco, falar para centenas ou milhares de pessoas, ou ainda falar direto para uma câmera é uma situação aterrorizante para muitas pessoas.

Sabia que quase todo mundo já teve medo de falar em público (incluindo para câmera)?

Estudos onde são listados os principais medos dos humanos, o de se apresentar em público é disparado como um dos mais temidos.

E o porquê isso acontece? Isso ocorre principalmente pelo medo de falhar na hora H, de dar branco no momento da chamada ao palco, ou ainda de sentir algum mal-estar que impedirá o palestrante de se apresentar à altura… E olha, estes tipos de pensamento atordoa muitos executivos.
E por parte da audiência, é incrível como todos nós temos instalado alguma tecnologia interna que ao identificarmos o olhar de um palestrante, somado ao volume e timbre de sua voz, captamos a sua vulnerabilidade, sua inteligência e sua paixão, portanto é uma decisão do palestrante fazer de sua apresentação se tornar inesquecível ou por mais que seja difícil reconhecer, um retumbante fracasso.

Portanto, selecionar o speaker e treina-lo é fundamental para que seu desempenho possa ser cada vez mais de alta performance diante da plateia ou mesmo de uma câmera, mesmo porque uma palestra bem-feita pode abrir muitas portas ou mesmo transformar uma carreira.

Os ensaios vão preparando o profissional para que toda a sua linguagem (verbal e não verbal) se tornem naturalmente verdadeiras e com isso, automaticamente é injetado um componente muito importante no orador: a autoconfiança.

A competência comunicativa é uma qualificação fundamental para os profissionais do século XXI, portanto durante a apresentação ferramentas como: autenticidade, autoconfiança, presença de palco e jogo de cintura farão de você um gigante diante da plateia.

Inclusive encerro este artigo trazendo o conteúdo de uma grande apresentação realizada no TED que fora orquestrada por Salman Khan:

Seja você. As piores palestras são aquelas em que as pessoas tentam ser alguém que não são. Se em geral você é brincalhão, seja brincalhão. Se é emotivo, seja emotivo. A única exceção é se você for arrogante e autocentrado. Nesse caso, você deve sem dúvida fingir ser outra pessoa.

Se precisar de ajuda nesse processo, entre em contato conosco, somos especializados em live streaming e ficaremos muito felizes em ajudar a sua empresa a dar o próximo passo.